O papel da família 

As ligações afetivas que derivam do relacionamento familiar são eternas e temos que nos lembrar que devem estar sempre presentes em todos os momentos, principalmente na doença.

O Alzheimer é considerado um mal social, tendo a família uma importância vital, desde o momento em que se depara com uma mudança de comportamento como por exemplo a perda significativa da memória, atitudes e etc.

Quando que é diagnosticado, os parentes e amigos mais próximos sabem que estão diante de uma doença progressiva perdendo a pessoa suas capacidades mentais, a sua identidade e o relacionamento que mantinha (Gauvreau, Gendron 1960).

Assim é que, os papéis são invertidos passando o filho a ficar no lugar da mãe por exemplo, sendo inevitável que o núcleo familiar seja obrigatoriamente reestruturado (Weakland, Herr 1986). Quanto mais profundos sejam os elos afetivos, fica mais difícil relacionar-se, mesmo que no início o paciente pareça ser o mesmo fisicamente, não é mesma pessoa, tudo está sujeito a mudanças, progressivas. (Bianchetti, Scarcella, Trabucchi, Zanetti, 1998).

Embora a família sinta que o paciente está perdendo pouco a pouco a capacidade para as atividades cotidianas, é preciso que se reestruture, para que possa dar a ele assistência contínua, tendo conhecimento que em média a doença persiste por longos anos.

É preciso que o cuidador não se deixe influenciar por qualquer opinião alheia, mas, deve aceitar o diagnóstico e buscar sempre informações através dos profissionais de saúde.

É muito comum que a verdade não seja compreendida logo no início, e que a família negue a doença e continue a exigir do paciente o mesmo comportamento de antes, ou buscando novos diagnósticos (Giusti, Proietti, 1955).

A negação pode fazer com que o cuidador procure soluções que não são válidas, e, venha a reforçar certos comportamentos negativos, atrapalhando assim o doente.

Aconselhamos, portanto que além do médico assistente, o cuidador busque ajuda externa, através de grupos de auto ajuda, um psicólogo e sites confiáveis.

No Rio de Janeiro podemos citar a a Apaz, (sociedade beneficente sem fins lucrativos) que além de cursos para cuidadores tem reuniões, com a finalidade de auxiliar aos cuidadores.

Finalizando, acrescentamos o agradecimento feito pelos médicos consultados no início da sua obra: “Aos nossos pais que nos ensinaram, com amor a tomar conta uns dos outros”.

Fonte: Alzheimer Cuidados clínicos e aconsellhamento familiar – Dr.Edoardo Giusti e Dra. Surdo Viviana