Alucinações

Cerebro

Alucinações são experiências sensoriais, que não podem ser experimentadas por mais ninguém. São muito freqüentes nos pacientes com DA, ou seja, eles veem, ouvem e sentem coisas que não correspondem à realidade. Podemos mencionar como exemplos,casos clínicos como, o de D. Teresa e do Reverendo Morais, passando depois a sugerir algumas estratégias para lidar com a situação.

D. Teresa acordava durante a noite e afirmava às cuidadoras que havia um homem em sua cama e que elas deveriam tomar providências. O Reverendo M. saía correndo do seu quarto dizendo que um mensageiro do Senhor o tinha visitado, pedindo-lhe que salvasse os pecadores da casa. D. G. afirmava que assim que comia a primeira colherada de sopa os insetos invadiam-lhe a garganta, e, que à noite subiam e desciam pelos seus braços.

Para que você, cuidador, fique mais tranquilo aí vão algumas estratégias para lidar com o seu paciente, não devendo jamais dizer que não é verdade, e, muito menos brigando com o paciente. As alucinações devem ser tratadas de maneira calma, distraindo-o com outro assunto, mostrando-lhe uma revista, ou alguma cena na televisão.

No caso de D. Teresa, devemos dizer que vamos providenciar para colocar o quarto em ordem, para que o homem saia dali, ou quem sabe tenha sido um sonho, devendo acalmá-la e levá-la novamente para a cama.

Quanto ao Rev. M devemos assegurar-lhe que ainda tem tempo para desempenhar sua missão, que como os outros hóspedes estão dormindo e poderá assustá-los. Além disso, o Senhor não gostaria de vê-lo assim ansioso e acordado. Talvez seria melhor voltar a dormir, e, continuar seu trabalho no dia seguinte. Convém permanecer com ele no quarto iluminado para que se sinta mais seguro.

No que diz respeito à D. G. pergunte ao médico assistente se poderia ministrar-lhe remédios anti-psicóticos que costumam ajudar nestes casos. Diga-lhe, também, que será encomendada uma "comida especial com limpeza especial". Não concorde com ela se os insetos estão ali, mas, limpe o quarto na sua presença, e, se possível, ainda, sugira-lhe que ajude a realizar alguma tarefa.

Em todos os casos de alucinações, é muito importante que o portador de DA esteja sempre acompanhado na pessoa que confia. Devemos dizer que está seguro, e, que jamais estará sozinho.

Norma Quintella

06/08/2009

Fonte: "Cuidados com portadores da doença de Alzheimer: um manual para cuidadores e casas especializadas"

Lisa P.Gwyther.

Publicado pela Novartis Biociências S.A